Esqueceu-se da própria idade. Encantou-se com um amor que tinha apenas a metade. Saíram ambos cantando pela cidade, gritando a plenos pulmões, como era bom amar. Com o clamar das ilusões, os sufocantes corações pulavam e corriam de alegria, para o abraço que os juntaria pra sempre.
A comunhão da cumplicidade criaria laços fantasiados de elos. Ambos enganados quanto a forma, formavam uma aliança de alelos paralelos que os envolvia no edredom daquele abraço.
Aprenderam muito sobre si mesmos naquele abraço, um com o outro. Estavam conectados. Eram cúmplices de seus defeitos.
Começavam a adquirir um o defeito do outro. Um amigo já me havia dito: "é no relacionamento que o homem enfrenta o seu maior momento e seus vários demônios, provando-se em prova de seu imenso valor".
E assim ficaram, naquele abraço, pra sempre, até não haver mais separação. Até que a união do abraço se liquefizesse em mutua mutação, incorporação de corpos. Estavam hermeticamente e eternamente homogêneos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário