quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Do que não vai embora

Raffael Massena
     Tenho saudade daquele tempo em que ficávamos os três sentados na nossa praça particular. Quando um levantava, perdia o lugar. Pois a pequena estava sempre por ali. Muito ríamos com Bob Esponja e Peixonauta naquela época. E vivíamos com fome. Mas raramente alguém tomava alguma providência. A televisão sempre ligada e a gente nem ligava. Só queria ouvir o som que tocava no iPod, na sala. Éramos três e meio, e mais dois gatos que sempre vinham nos receber. O apê era nosso e era um palácio. Ser feliz naqueles tempos era muito, mas muito fácil. E os laços que se formaram, desses eu não desfaço. 

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