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| Rafael Massena |
A curiosidade mata os homens de vergonha
Eles se esforçam em busca de informações
Desesperam-se. Querem estar no controle
Rompantes de ansiedade são calados
Com tiques muito nervosos
Devido a divisão que separa patentes
Essa linha, que separa o bem e o mal
O santo e o pecador, o bom e o ruim
Alguém há de enxergar
A linha é tênue entre o que se pode
O que é permitido, o que sequer se quer
De um lado eu. Do outro voz
A linha que divide, invisível corda bamba
Entre o preto e o branco existe, pelo menos
Mais cinquenta tons de cinza
Essa linha que cerca acerca dos olhos
Desnudos vitrais de alma e fé
Só existe na imaginação
Uma linha que não se enxerga de olhos abertos
Que não se percebe quando se tenta
Tão frágil que mal se aguenta
Essa linha da vida em algum lugar se ramifica
Em algum lugar ela para
Mas a mão está em constante mudança, assim como a vida.

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