segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Brainstorm

Qual o seu plano piloto
Para com a amiga do outro
Quando pretende agir
Permitir-se-a sentir
Desobstruir-se do abuso
De ser descascado
Com olhos piscantes
De prisma e de mel
Aprume-se antes
É importante
E você bem sabe
Chegado o momento, rapaz
Não amarele
Não apele
Não sequele
Aja de acordo
Com decoro
Condecore
Decore
Pra na hora não errar
Prepare-se pra improvisar
Se em cima do lance falhar
Aja sempre naturalmente
Tudo sempre dá errado
Mas tá sempre tudo certo
Depois com calma
Conte-me em detalhes
Como tudo correu bem

domingo, 15 de dezembro de 2013

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Andava
De um lado
Pro outro
Sem
Saber
Pra onde ir
Resolveu
Meditar
Respirar
Mudou
O ar

Master puppet


Ficou espantado com a criatura
Caiu pra trás o criador
Ao cortar-lhe as amarras fez-se a cura
Ganhou vida a figura ganhou cor

Conversaram até de manhã, maravilhados
Tinham muito o que contar um ao outro
Ambos, sempre tão calados
Sempre achando o outro morto

Fez-se a luz na escuridão
Da mesa de trabalho
Libertou também a donzela

E então do teto ao chão
Tocando o assoalho
Fez nascer uma aquarela

domingo, 8 de dezembro de 2013

Sobre gatos e torradas


Te vi num precipício
E me joguei
Você não se abriu

Caímos ambos
De cara no chão
Eu e a manteiga

Você e o pão
Intactos

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Ponto de contato


De todos os microcosmos
Em nosso multiverso
Sua estrela colide
Com a minha
Supernova
Bang

Do xote que ainda farei

Fui no forró te ver
Não te vi
Quis dançar com você
Não dancei
Quis te amar
Não te amei
E tudo o que quis 
Ser com você
Quem sabe um dia
Ainda serei

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Sinergia


Formiga e cigarra
Elas se agarram, se ajudam
Montam um espetáculo

Break up

Uma criança brincava com outra
De repente um furacão
As separou

Anos depois se reencontraram
Mas nelas algo havia mudado
Não mais brincaram juntas novamente

A perda da inocência e da amizade
Tudo por causa de um tornado
Na incoerência do tempo

domingo, 1 de dezembro de 2013

Eu, presente

Quem é ela de verdade
Estou louco de vontade
Pouco a pouco descobri-la

Abri-la tal presente natalino
Eu com cara de menino
Olhando curvas de brinquedo

Sou daqueles que desmonta
Olhando dentro o que é segredo
Investigando além da conta

E dando conta do seu medo
Agradeço a alguém no céu
Pela embalagem de papel