Como um leve e elegante elefante
Piso a terra dos meus antepassados
Que muito plantaram de produtivo
O solo porém, ficou árido
O fervilhante fertilizante deixou
Zangada areia e terra, mato e mata
Agora a terra é minha
E andarei como um elefante
que caminha deixando esterco
No esterco, sementes
Somente as fortes
Resistirão ao mal cheiro
E florescerão, mirando o sol
Subindo aos céus, descendo ao sal
Para cima, para baixo, para os lados
Crescerão em progressão geométrica
Sem métrica, sem lógica, e em pouco tempo
A terra muda gritará agradecida
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