segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Êxodo urbano

Como um leve e elegante elefante
Piso a terra dos meus antepassados
Que muito plantaram de produtivo

O solo porém, ficou árido
O fervilhante fertilizante deixou
Zangada areia e terra, mato e mata

Agora a terra é minha
E andarei como um elefante
que caminha deixando esterco

No esterco, sementes
Somente as fortes
Resistirão ao mal cheiro

E florescerão, mirando o sol
Subindo aos céus, descendo ao sal
Para cima, para baixo, para os lados

Crescerão em progressão geométrica
Sem métrica, sem lógica, e em pouco tempo
A terra muda gritará agradecida

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