Bem vindo, sol, a derramar sobre nós sua luz,
Abençoando a divindade individual dos endividados.
Bem vinda a chama e o calor que nos produz
Que beija ardida a saliva dos sorrisos amarelados.
Que sejam bem vindos o manto dourado de sua esfera,
Cuja espera nos mantém inertes na escuridão,
E sua força inexplicável, resiliente e austera
Que nos gravita e escraviza de verão a verão.
Quem és tu, grande astro do universo,
Se em tua presença meu sentimento é o inverso,
E não me apequeno diante de tal grandeza?
Desafio-te a provar seus antecedentes de realeza
E é valida portanto a minha indagação:
És tu na verdade o astro rei da enganação?
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