Nem me lembro da última vez que acordei assim.
O suor frio pingava as palavras que a boca teimava em calar.
O coração palpitava engasgado toda a amargura daquele lugar
E a medalha por bravura luzia a coragem frente a balas de festim.
Como eram falsas as promessas e premissas daquela história.
Como pôde aquele começo de glória acabar somente em mágoa?
A tristeza era tanta que os olhos se encheram d’água
Ao lembrar da moça que existia apenas na memória.
Qualquer um teria feito o mesmo que aquele pobre moço,
Que não fazia ideia de quão fundo era o poço,
Desprezado pela única que o fizera inteiro.
Mas a razão começava a falar com o coração
Que por mais que quisesse, juntou forças pra dizer não
E se negar ao prazer que antecederia o desespero.
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