O poeta das plácidas poesias petrificadas
Não mais prescreve pílulas apaixonadas.
Não mais por prazer.
Em pleonasmo, tal profeta de profecias paradoxais
Paira sobre a poeira plástica do palacete
Como pipa impaciente.
Partindo do princípio da passividade total,
Pende prostrado do parapeito polido
Para planar como pluma em perpétuo apelo
Por palavras perfeitas e não perecíveis.
Paga o pato da pequena espera.
Aproveita-se das partículas de pensamento em precipício.
Passa por pombas a peregrinar pelo ar
Pedindo paz aos protestantes como padres.
Perde-se em pensamentos putrefatos,
Pseudoplanos psiquiátricos...
Purifica-os e pede passagem,
Pousando como pousa a pedra pontiaguda,
Perfurando o piso sob os pés dos pecadores.
Pinta a parede respingada,
Resplandece em poça, sem pulsação.
Pasmas e entre passos apressados,
As pessoas se perguntam os porquês
Da partida antecipada. É uma pena.
Mas o ponto é o predicado da palavra.
Nenhum comentário:
Postar um comentário