segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Aos sinais de dona Têta

Um beijo que bate na trave
Pode ser um acidente

Um abraço interminável
Uma saudade amigável

Um cruzar de olhares pidões
Não é mais que um desejo reprimido

Um esbarrar sem querer querendo
Começa a dar bandeira

Um grito desesperado de socorro
Que insulta e estimula

A alça escorrendo pelo braço
Provoca suspiros e uma leve ereção

Vontade
Saudade

O tremelique de seus pés
Indica reciprocidade

Sua gargalhada chama a minha
O sorriso acanhado sublinha

Ela pede mais dois chopes
Não quer que eu vá embora

As horas passam em frações de segundos
Ritmando o encontro de dois mundos

A pausa diz mais que semibreves
Mas o medo emenda em outro assunto

No final da noite, seguimos

Cada um no seu rumo.

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