Um beijo que bate na trave
Pode ser um acidente
Um abraço interminável
Uma saudade amigável
Um cruzar de olhares pidões
Não é mais que um desejo reprimido
Um esbarrar sem querer querendo
Começa a dar bandeira
Um grito desesperado de socorro
Que insulta e estimula
A alça escorrendo pelo braço
Provoca suspiros e uma leve ereção
Vontade
Saudade
O tremelique de seus pés
Indica reciprocidade
Sua gargalhada chama a minha
O sorriso acanhado sublinha
Ela pede mais dois chopes
Não quer que eu vá embora
As horas passam em frações de segundos
Ritmando o encontro de dois mundos
A pausa diz mais que semibreves
Mas o medo emenda em outro assunto
No final da noite, seguimos
Cada um no seu rumo.
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