E o surto? O que fazer com o tal do surto. Surdo. O pior surto é aquele que ignora o próprio surto. O que crê e resolve que não ver é muito melhor do que enxergar. Eu, por minha vez, já fiquei amigo do surto. Andamos de mãos dadas, praticamos a inocência, a novidade recém inventamos a todo momento. Os planos mirabolantes que vão ser o maior sucesso, mas apenas no dia de são nunca.
Minha mãe sempre dizia: cuidado com as suas amizades, meu filho. Você um dia ainda pifa. Mas mãe nunca sabe das coisas. Sempre dava certo. Sempre tava tudo bem. De tanto eu andar com gente doida, começou a achar que eu tava ficando maluco. Eu? Doida é ela. Aqui só tem gente fina. A nata do mundo ao meu redor. Só tem surtado, ok. Mas nesses tempos, quem não está? Estar no chão, estar no ar, estar no centro que há aqui dentro... tudo isso parece ser normal. E parece que estar surtado também é normal.
#SerDiferenteÉNormal
Quando eu vejo o que ficou normal no mundo, tenho orgulho de ser louca também.
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